O Equador se uniu para apoiar o Independiente Del Valle rumo à final da CONMEBOL Sul-Americana

Torcedores de outros times do país se juntaram para lotar o Atahualpa e ajudar a eliminar o Corinthians

Faltavam cerca de três horas para o início da semifinal quando, enfim, apareceu a primeira pessoa vestindo uma camisa do Independiente Del Valle no Atahualpa, em Quito. Era o roupeiro do time equatoriano... O entorno do estádio estava movimentado, houve filas pela manhã em busca de ingressos para o duelo decisivo para o Corinthians, mas onde estava o orgulho estampado no peito do torcedor?

Sim, o orgulho estava lá, mas estampado em várias cores, muito além do preto e azul adotados pelo clube. A recente ascensão do Del Valle no futebol equatoriano não gerou inveja, e sim simpatia dos rivais.

Nâo havia tantas camisas do Indepediente, mas a bandeira do Equador e a camisa da seleção local eram recorrentes. Até os panamenhos se juntaram à festa, orgulhosos do atacante Gustavo Torres, autor de dois gols no jogo de ida com o Timão. Havia torcedores do Emelec, do El Nacional, da LDU... Juntos, os outros times de Quito ajudaram a lotar o Estádio Olímpico Atahualpa na expectativa de ver o Del Valle derrubar mais um gigante sul-americano.

A congregação em torno do Del Valle não gerou uma torcida barulhenta, mas não faltou participação das arquibancadas. O volume subia a cada vez que os equatorianos se aproximavam da área corintiana. Já o estilo de jogo imposto pelo técnico Miguel Ángel Ramírez, com troca de passes desde o campo de defesa, gerava algum incômodo, principalmente quando a bola era recuada para o goleiro Pinos.

Mas a ansiedade era maior do que a preocupação. Só havia um pensamento no Atahualpa praticamente lotado: "Sí, se puede!". E deu. O Equador se uniu para conduzir o Del Valle à final da CONMEBOL Sul-Americana.

Com 61 anos de fundação, o Club Especializado de Alto Rendimiento Independiente del Valle, abrigado na cidade de Salgolquí, na área metropolitana de Quito, nunca conquistou um título equatoriano, mas chegou à segunda final continental de sua história. Tem mais uma chance para se igualar à LDU, único equatoriano a levantar um troféu sul-americano.

É uma trajetória de alento em um país fanático por futebol, porém com poucas conquistas no âmbito continental. Cada torcedor se sente de alguma forma representado pelo Independiente Del Valle, o segundo time de todo equatoriano.

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