Furacão de emoções! Atlético-PR supera Junior nos pênaltis e conquista título da Sul-Americana

Com recorde de público na Arena da Baixada, rubro-negros superam colombianos após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação

Foram mais de 120 minutos de angústia na noite desta quarta-feira, em Curitiba, com o placar empatado em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, como no duelo de ida, na Colômbia. Atlético-PR e Junior Barranquilla chegaram ao limite físico e mental, mas o campeão da CONMEBOL Sul-Americana só saiu após disputa por pênaltis. Na marca da cal, o Furacão se apoiou na esperança dos torcedores, superou o rival por 4 a 3 e pôde, enfim, festejar o primeiro título internacional de seus 94 anos de história.

Pablo e Teo Gutierrez anotaram os gols com bola rolando. Nas penalidades, Jonathan, Raphael Veiga, Bergson e Thiago Heleno converteram para o Atlético, com Renan Lodi chutando para fora. Do lado dos colombianos, Fuentes mandou na trave e Teo Gutierrez isolou a batida - Narváez, Perez e o goleiro Viera acertaram as tentativas.

A final da Sul-Americana registrou o novo recorde de público da Arena da Baixada, com 40.263 espectadores. A conquista assegurou também vaga para o Furacão na fase de grupos da próxima CONMEBOL Libertadores e também classificação para a CONMEBOL Recopa 2019 , diante do River Plate.

O Furacão foi dominante no primeiro tempo e exerceu marcação especial em Teo Gutierrez, mas apesar de cometer algumas falhas defensivas não se sentiu ameaçado pelo Junior, que até teve mais posse de bola (57% a 43%). Em uma recuperação de bola, aos 26 minutos, Pablo tabelou com Raphael Veiga e abriu o placar, para delírio dos rubros-negros em Curitiba.

O Atlético voltou do intervalo com mudança no setor ofensivo: Rony no lugar de Marcelo Cirino, que se lesionou. Logo no primeiro minuto, Pablo quase ampliou, mas o goleiro Viera salvou os colombianos. Quem foi à rede, no entanto, foi o Junior, aos 12, com Teo Gutierrez, de cabeça.

O gol abalou a confiança dos atleticanos, que passaram a errar mais passes e se abriram para os contra-ataques. O Junior, porém, não soube aproveitar o mau momento do adversário e desperdiçou pelo menos quatro oportunidades seguidas para virar. Nem a entrada do volante Wellington, no lugar de Lucho Gonzalez, aumentou o poder de marcação do time brasileiro.

O empate após 90 minutos de tempo regulamentar levou a decisão do título para a prorrogação, e o Atlético-PR ficou sem os seus principais atacantes, Nikão e Pablo, que saíram lesionados e deram lugar a Bergson e Marcinho. O lance capital ocorreu no início da segunda etapa, quando o goleiro Santos derrubou Yony Gonzalez na área. Barrera cobrou, mas mandou por cima da meta e perdeu a chance de talvez liquidar a disputa a favor do Junior.

Foi a terceira vez consecutiva nesta Sul-Americana que os Tiburones erraram uma penalidade. Eles também haviam falhado na primeira final, em Barranquilla, e no duelo de volta da semifinal, contra o Santa Fé. Com o 1 a 1 persistente, a disputa do título foi para os penais, e mais uma vez puniu os colombianos.

Fechar