Feliz na nova casa, Ramiro vê Corinthians forte na CONMEBOL Sul-Americana após eliminar argentinos

Meio-campista trocou o Grêmio pelo clube paulista nesta temporada e, aos, poucos, ganha seu espaço no time. Ele diz como se comportar em torneios sul-americanos

Aos 25 anos, o gaúcho Ramiro Moschen Benetti ainda busca se adaptar a São Paulo, uma das maiores cidades do mundo. Em sua primeira temporada atuando pelo Corinthians, o meio-campista ainda sofre com o trânsito da capital paulista, mas já tem resultados esportivos consideráveis. No último domingo, foi titular na final do Campeonato Paulista contra o São Paulo. Como também já havia participado da decisão contra o Racing (ARG) pela Copa CONMEBOL Sul-Americana. Com Ramiro em campo, o Corinthians eliminou os argentinos em Buenos Aires e agora espera o sorteio da Fase 2 para conhecer seu próximo adversário.

Campeão da Copa CONMEBOL Libertadores em 2017 pelo Grêmio e perto de levar seu primeiro título pelo novo clube, Ramiro tem experiência continental e espera colocá-la a serviço do Corinthians em busca do caneco inédito da Sul-Americana. Neste bate-papo exclusivo, ele fala sobre a adaptação ao novo clube, a importância do duelo contra o Racing para a temporada e seus planos para o futuro. Confira:

Como estão esses primeiros meses em São Paulo?
Tenho gostado bastante, experiência nova, tanto de cidade quanto de clube, que está disputando a Sul-Americana, meu primeiro ano. Disputei quatro Libertadores. Estamos com uma perspectiva bem boa, grupo bem montado, obviamente que é início de trabalho, precisamos melhorar muito ainda, mas estamos em processo de crescimento, temos mostrado isso, de fazer um grande ano.

Do que mais sente falta?
O que mais a gente sente falta, de ter ficado tanto tempo em Caxias, porto Alegre, é mais das amizades, tanto dentro quanto fora do futebol. Aqui estou construindo novas amizades, mas nada que preocupe, que seja algo que cause problema. Com o tempo vai melhorando, criando novas amizades, novo ciclo. 

Teve algum jogador do grupo que você se aproximou mais?
A gente costuma se aproximar mais de quem está chegando, então muito com o Sornoza, Boselli, que também chegaram este ano, pessoal com quem tenho bastante intimidade. O Cássio que eu conhecia do Grêmio, o Fagner foi meu colega de concentração. O Gustavo é meu parceiro. 

Como tem sido essa relação com os gringos?
Eu vivi isso no Grêmio, sei como é ruim chegar num país novo, sozinho. A gente sabe como é importante dar carinho, ter essa recepção, e eu costumo fazer bastante amizade com o pessoal de fora.

Do que está mais gostando?
Eu tenho saído pouco de casa nesses primeiros meses. Tivemos muitos jogos, então vivi mais na concentração do que fora, mas já visitei um parque no Villa Lobos, alguns restaurantes, alguns aqui onde eu moro. Conheci alguns açougues bons, para comprar carne, gaúcho não abandona o churrasco.

Você que prepara o churrasco?
Eu que preparo, gosto da função. Do grupo, por enquanto o Gustavo veio aqui, experimentou. Lá em Poto Alegre, fiquei muito amigo do Kannemann, que é argentino, a gente sempre queimava uma carne, o produto.

Quais as diferenças do Grêmio para o Corinthians?
A maior diferença que tenho vivido, presenciado, é questão da continuidade de grupo. Lá vinha há muito tempo junto, de saber onde está posicionado, facilita muito. Aqui estamos passando por reformulação, tem uma dificuldade maior, e só com o tempo para ajusta tudo, encaixar tudo.

Vem de uma torcida apaixonada no Sul, e encontra outra aqui. Mas a Fiel é diferente, você já pode dizer isso?
Ela é muito calorosa, muito motivante estar dentro de campo a meu favor. Só tive contra. Ela é com certeza um décimo segundo jogador, força externa que em quando jogo está ruim, estão nos apoiando, isso fortalece.

Já está totalmente à vontade em campo?
Já estou bem à vontade, comecei a desempenhar uma função mais recuada do que eu vinha fazendo. Temos de melhorar, tanto eu quanto o grupo, temos bastante coisa para melhorar, buscar, evoluir.

Você jogou nem contra o Racing na Argentina, que deu a classificação ao Corinthians. Qual foi a importância daquele confronto para a sequência do time no ano?
Importantíssimo essa classificação no início de ano, contra uma equipe que está há bastante tempo junta, tem uma experiência melhor, uma jogabilidade maior. Foi um adversário muito difícil, jogamos com nossas armas, fomos felizes com um empate e uma vitória nos pênaltis

Quando foi para os pênaltis, temeu pela eliminação?
Não pensei nisso, a gente estava bem confiante, trabalhado na véspera as batida de pênalti, o grupo estava muito confiante, naquele momento não dá para pensar em coisas negativas, temos de ser positivos, 

Você é supersticioso?
Superstição não tenho, procuro sempre ser positivo, energia positiva para quem está do meu lado, esse tipo de coisa atrai coisas positivas da mesma forma. Confio muito no trabalho, isso determina a vitória.

Acredita que a equipe agora já pode ser considerada uma favorita depois de um duelo com o campeão argentino?
Muito cedo ainda para dizer. O Corinthians não é favorito, estamos construindo uma equipe, um trabalho, vamos degrau por degrau, buscar crescer, evoluir, lá no fim do ano vamos ver.

Como campeão da América, o que você pode falar de conselho para o grupo, que tropeçou nos últimos anos em competições sul-americanas?
O grupo do Corinthians tem jogadores mais experientes em Libertadores do que eu, tanto que participaram tanto que foram vitoriosos. A gente sabe que ela é muito disputada, tem de saber competir, jogar ela da forma como ela é. Muitas vezes tu não vai ser o melhor em campo, melhor partida, mas vai vencer.

Foi a melhor decisão para sua carreira ter trocado Porto Alegre por São Paulo?
Sim, estou bem feliz, bem motivado. 

Quanto tempo espera passar no clube?
Isso é muito difícil de responder, tem um contrato de quatro anos, mas ao mesmo tempo que pode ficar quatro, pode ficar um. é muito inconstante isso, ter previsão de futuro, minha ideia é ficar

Em termos de leitura de jogo, parte tática, vê o jogador brasileiro muito atrás dos europeus?
Tecnicamente, acho que a gente ainda produz muitos jogadores de qualidade, as diferenças para o futebol de fora é melhoraram muitas coisas, aprimoraram, e hoje em dia só a qualidade não resolve mais jogo. Temos de ter um conjunto de fatores, psicológicos, técnicos, físicos que fazem com quem a equipe saia vitoriosa. O Brasil está em processo de evolução com treinadores aprimorando para os atletas, e nós como atletas temos de estar em constante aprendizado, evolução, para que consigamos aqui sempre representar bem,

Você tem algum jogador favorito que tenta seguir?
Eu não tenho um jogador específico, costumo assistir bastante jogo de futebol, seja brasileiro de todas as divisões, gosto sempre de estar olhando, aprendendo, procurando trazer para o meu jogo e melhorar.

O que a torcida pode esperar do time no ano?
Vamos procurar representar a camisa do Corinthians da melhor maneira. Eu não prometo titulo, resultado, mas prometemos honrar muito essa camisa, ir passo a passo, para as coisas irem acontecendo na temporada e conseguirmos conquistar as coisas
 

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